D. PEDRO

D'ALCÂNTARA E BRAGANÇA

Imperador do Brasil - Rei de Portugal

D. PEDRO

D'ALCÂNTARA E BRAGANÇA

Imperador do Brasil - Rei de Portugal

D. PEDRO

D'ALCÂNTARA E BRAGANÇA

Imperador do Brasil - Rei de Portugal

D. PEDRO

D'ALCÂNTARA E BRAGANÇA

Imperador do Brasil - Rei de Portugal

D. PEDRO

D'ALCÂNTARA E BRAGANÇA

Imperador do Brasil - Rei de Portugal

D. PEDRO

D'ALCÂNTARA E BRAGANÇA

Imperador do Brasil - Rei de Portugal

D. PEDRO

D'ALCÂNTARA E BRAGANÇA

Imperador do Brasil - Rei de Portugal

 

Estampa alegórica pelo feliz regresso do Augustíssimo Senhor D. Miguel a estes Reinos, dedicada à Nação Portuguesa.
Gravura, pormenor. Maurício José do Carmo Sendim. Século XIX.
Palácio Nacional de Queluz | © PSML
30 de Abril
Golpe de estado absolutista, Abrilada, liderado por D. Miguel
Os opositores de D. João VI prendem os principais conselheiros do rei e sequestram-no no Palácio da Bemposta. O corpo diplomático consegue a libertação do rei, que se refugia num navio inglês. D. Miguel é destituído dos seus cargos militares e enviado para o exílio, em Viena de Áustria. 

D. João VI dirige-se aos Portugueses através de uma proclamação em que descreve cronologicamente todos os acontecimentos, publicada no Suplemento ao nº 110 da Gazeta de Lisboa, 10 de Maio de 1824, edição de 2ª feira:

Proclamação de S. M.

Portuguezes! O vosso Rei não vos abandona, pelo contrário só quer libertar-vos do terror, da ansiedade que vos oprime, restabelecer a segurança publica, e remover o véo que vos encobre ainda a verdade; na certeza de que á sua voz toda esta Nação leal se unirá para sustentar o Trono (…)

Meu filho, o Infante D. Miguel, que há tão pouco tempo ainda se cobrira de gloria pela acção heróica que emprehendeo, he o mesmo que impelido agora por sinistras inspirações, e enganado por conselhos traidores, se abalançou a cometer actos, que, ainda quando fossem justos e necessários, só devião emanar da minha Soberana Authoridade, atentando assim contra o Poder Real (…)

Bordo da Náo Ingleza Windsor Castle, surta no Téjo, em nove de Maio de 1824.

ELREI Com Guarda.

Hemeroteca Municipal de Lisboa



A notícia do exílio do Príncipe D. Miguel é antecedida por uma troca de correspondência entre pai e filho, culminando com a publicação da Carta Régia no 2º Suplemento ao nº 112 da Gazeta de Lisboa, 12 de Maio de 1824, edição de 4ª feira:

CARTA REGIA.

Infante D. Miguel, Meu muito Amado e Prezado Filho: Eu ElRei vos Envio muito saudar como aquelle que muito Amo e Prézo: Em resposta á Carta que hoje me haveis dirigido, só tenho a dizer-vos eu não cabe no Meu Real animo a vosso respeito outro sentimento, que não seja o do Paternal amor que vos tenho, e que Me obriga a esquecer os vossos involuntários erros, para unicamente Me recordar do importante serviço que o anno passado prestasteis ao Throno, e á Nação: E conhecendo quanto vos póde ser proveitosa a verificação do desejo que Me manifestais, Hei por bem Conceder-vos a licença que Me pedis para viajar por algum tempo na Europa, persuadindo-Me de que nunca mais terei senão a louvar-Me da vossa conducta: O que Me pareceo participar-vos para que assim o tenhais entendido. Escripta a bordo da Náo Ingleza Windsor Castle, surta no Téjo, aos 12 de Maio de 1824. = REI = Para o Infante D. Miguel.

Hemeroteca Municipal de Lisboa


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Gazeta de Lisboa, 2º Suplemento